Em coletiva, relator da CPI da pedofilia fala dos resultados dos trabalhos

O Pará teve 118 mil casos de abuso sexual de crianças e adolescentes nos últimos cinco anos e 80% deles aconteceram no ambiente familiar. Os números foram apresentados no dia 25 do mês passado, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia.


Aproximadamente 20% das vítimas têm menos de cinco anos e apenas 12 acusados foram sentenciados pela Justiça. A CPI apresentou os resultados após os trabalhos que duraram um ano. A comissão foi instalada após o Pará se tornar alvo da CPI nacional, sobretudo por causa da acusação contra o deputado estadual Luiz Seffer, que teria estuprado uma menina de 9 anos.

No ano passado, Seffer prestou depoimento em sessão da CPI nacional, negou o crime, mas foi pressionado a renunciar ao mandato e deixar seu partido, o DEM. Ele foi denunciado à Justiça e chegou a ser preso, mas foi solto por uma ordem judicial.

O ex-deputado, porém, não é a única autoridade do Pará acusada de abusar sexualmente de crianças e adolescentes.

Em coletiva à imprensa, no último sábado, o relator da CPI, deputado Arnoldo Jordy, falou do resultado do trabalho da Comissão. Sobre o envolvimento de autoridades em abuso sexual, o deputado disse que a CPI cobrou mais serenidade à Justiça para que não haja impunidade…

O relator falou de casos de flagrantes não investigados. Um teria acontecido no município de Acará (a 146 km de Belém), onde uma criança de 7 anos foi levada para o depósito de um comerciante. A polícia chegou com a vítima já despida, mas o acusado sequer foi preso.

Em Itaituba, um avô abusou da neta de 5 anos e teve a prisão decretada. A polícia, no entanto, não o prendeu alegando destino incerto, apesar do suspeito não estar desaparecido.

Durante os trabalhos da CPI, seis pessoas foram presas por ordem judicial enquanto prestavam depoimento nas sessões. A comissão pediu cerca de 20 prisões preventivas, mas o relator não soube informar se os pedidos foram cumpridos.

Ainda na conversa com a imprensa, Jordy fez um apelo às famílias. Ele disse que é preciso que as pessoas denunciem mais. A CPI da Pedofilia encerrou a pesquisa a qual se propôs, mas não acabou definitivamente.

De acordo com o deputado Arnoldo Jordy, que encabeçou os trabalhos da Comissão durante o período de pesquisas, serão criados pólos de combate à pedofilia em pelo menos 6 municípios da região, o que facilitará que as denúncias sejam mais freqüentes e o tramite para resolver determinado caso, mais rápido.

Para a instalação desses pólos, a Comissão aguarda aprovação de orçamento no valor de 3 milhões de reais, que devem ser liberados pelo Governo do Estado em parceria com o Governo Federal.

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